
De Bambuí para o mundo, nasce uma ginasta
- por André Laurentino Rodrigues
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Maria Lúcia Muffato Silveira, 9, nasceu em Bambuí. Filha de servidores públicos, desde os 5 anos de idade ela cultiva o sonho de ser ginasta. Questionada de onde veio esse desejo, ela explica que assistiu às Olimpíadas de Tóquio em 2021, e se apaixonou pela modalidade. Desde então, ela virava “estrelinha” com a ajuda do pai, Lucas Silveira, que segurava em sua cintura para que ela pudesse executar o movimento. A ginástica passou a ser sua brincadeira preferida.
A mãe, Nádia Muffato, conta que há mais ou menos um ano percebeu que a filha estava levando a ginástica à sério, deixando de ser só uma brincadeira. Maria Lúcia passou a acompanhar ginastas nas redes sociais, a assistir vídeos e reproduzir os movimentos que via. Ao perceber o interesse genuíno dela com a ginástica, os pais decidiram procurar academias que oferecem cursos preparatórios. Nádia começou a pesquisar e conversar com algumas pessoas, até que achou a academia Vup!, em Brasília.
No mês de julho, aproveitando as férias, a família viajou até a capital. Durante um mês, Malu fez aulas de ginástica com uma equipe capacitada, com três aulas por dia, duas coletivas e uma individual. Com isso, ela aprendeu movimentos novos, como saltar de uma barra para outra. “Você se sente livre para voar na ginástica!”, ela diz.
Observando o bom desempenho e a dedicação da menina, o professor decidiu convidá-la para participar de um torneio de ginástica, que acontecerá nos dias 25 e 26 de outubro em Brasília. Entre 100 alunas, Maria Lúcia foi uma das três selecionadas para competir. Na entrevista, ela conta que seu grande sonho é participar de uma Olímpiada, mas sabe que o processo até lá não é simples.
Apesar das limitações, como a falta de uma academia especializada em ginástica na região, o apoio da família é fundamental para que ela se desenvolva como atleta. O caminho ainda está sendo avaliado, mas o potencial é claro. Além da excelência em executar os movimentos, a pequena ginasta também demonstra, no auge de seus nove anos, maturidade: “Eu não me importo se ficar em último lugar. Ele é o último, mas ainda é um lugar!”, reflete.
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