IFMG - Campus Bambuí recebe estudantes estrangeiros, que realizam pesquisas na instituição

IFMG - Campus Bambuí recebe estudantes estrangeiros, que realizam pesquisas na instituição

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No dia 9 de junho deste ano, o Instituto Federal de Minas Gerais - Campus Bambuí recebeu nove estudantes internacionais, que vieram do México, da Argentina, Colômbia e da França. Desses, sete realizaram a mobilidade acadêmica por meio do Programa Interinstitucional para o Fortalecimento da Pesquisa e Pós-graduação do Pacífico (Delfín), que abrange instituições de ensino superior dos seguintes países: México,Colômbia,Costa Rica, Peru, Nicarágua, Estados Unidos e  Equador. 


Os intercambistas ficarão em torno de sete semanas no Brasil. Após esse período, voltarão para seus respectivos países, onde apresentarão os resultados de estudo em um seminário no mês de agosto. 


Durante um evento social particular, o Jornal Bambuí conversou com quatro desses estudantes. Maria Isabel González Porras, 25, cursa Negócios Internacionais no Centro Universitario de Los Altos de la Universidad de Guadalajara, e participa pela segunda vez do Programa Delfín. Antes, ela esteve na Colômbia. Maria Isabel relatou que, para ser selecionado no programa, é necessário ser um estudante de destaque, com sólida carreira acadêmica. 


Brayan García Primero, 25, estuda Engenharia de Alimentos no Instituto Tecnológico de Estúdios Superiores de San Felipe del Progreso. Ele está pela primeira vez em outro país. Seu projeto de pesquisa no IFMG trata da aplicação de técnicas de cultivo vegetal por meio da biotecnologia, realizando experimentos em espécies frutíferas, como amora-preta, framboesa, morango e batata doce. “Este conhecimento é importante porque, como engenheiro de alimentos, precisamos garantir a qualidade das matérias-primas que utilizamos no desenvolvimento de alimentos.”, acrescentou. 


Natalia Bermejo Soto e Zachary Bernabé Ramírez Velázquez, 20, estudam Engenharia de Nanotecnologia na Universidad de La Ciénega del Estado de Michoacán de Ocampo. Suas pesquisas concentram-se na identificação e no mapeamento de iniciativas de compartilhamento de alimentos nos estados do Pará e do Amazonas. De acordo com Natalia, essas iniciativas buscam promover o acesso justo e sustentável à alimentação.


SOBRE O PROGRAMA DELFÍN


Criado em 1995, esse Programa tem como principal objetivo fortalecer a colaboração internacional entre as Instituições de Educação Superior (IES) e Centros de Pesquisa entre os países participantes. Atualmente, conta com a participação de 301 instituições, sendo 148 do México, 119 da Colômbia, quatro da Costa Rica, 19 do Peru, sete da Nicarágua, quatro dos Estados Unidos e um do Equador.


A professora Yolanda Ruiz, responsável pelo programa no IFMG, disse que nove dos 18 campi receberam estudantes pelo Delfín. A instituição é pioneira na participação do programa no Brasil. O campus Bambuí  recebeu seis alunos mexicanos e um colombiano, de diversas áreas do conhecimento. “Os intercambistas sob a orientação de seus respectivos orientadores vêm desenvolvendo diferentes atividades de pesquisa, comunicação científica e interculturalidade no campus. Tais ações fortalecem o currículo e amplia horizontes acadêmicos e culturais, tanto dos intercambistas como da comunidade acadêmica envolvida em ações vinculadas ao Programa.”, avaliou. 


A internacionalização é uma política adotada pelas IES, a fim de compartilhar e fortalecer a cultura da pesquisa e da inovação no mundo. São diversos programas que promovem o intercâmbio acadêmico, alguns presencial e outros on-line.