
Incêndio em área de turfa dura dias em Lagoa da Prata
- por André Laurentino Rodrigues
- 2 min de leitura
- 0 Comentários
Desde o domingo (24), um incêndio atinge a área de turfa - solo muito inflamável formado por materiais orgânicos - em Lagoa da Prata. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil, que já identificou os suspeitos, conforme mencionado em outra reportagem. Como o solo de turfa é bastante espesso, o incêndio é difícil de ser combatido, pois alcança metros abaixo da superfície.
Força tarefa para combater o fogo
Uma força tarefa entre órgãos públicos e sociedade civil organizada se formou para combater o fogo, com uso de tubulação para captação de água em uma lagoa próxima, captação em outro ponto com bomba e gerador de pressurização, e atuação direta do Corpo de Bombeiros em parceria com a Prefeitura de Lagoa da Prata e a empresa Raízen.
O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), por meio do Posto Avançado de Arcos, esteve na localidade na quarta-feira (27), utilizando cerca de 35 mil litros de água para combater o incêndio. De acordo com cálculos da corporação, feito a partir do GPS, a área afetada ultrapassa os 50 hectares. Na quinta-feira (28), as ações foram retomadas, com foco no resfriamento de áreas críticas.
Consequências do crime
Além de causar danos ao meio ambiente, o incêndio também está afetando a saúde humana. Michele Pacheco, moradora do bairro Rodolfo Pio e repórter do jornal O Papel, conta que “assim que o sol se põe, a nuvem de fumaça começa a sair e não para, é a noite inteira e as pessoas estão passando mal. O hospital também fica prejudicado, ele é muito perto do local da turfa.” Nos primeiros dias, a fumaça encobriu toda a cidade, o que é visível em fotografias e vídeos compartilhados nas redes sociais.
Uma semana depois, o solo foi arado para verificar o incêndio subterrâneo e irrigado. Segundo relatos de trabalhadores que estão no local, a maior parte do fogo está controlada. Tentamos contato com a Prefeitura de Lagoa da Prata, mas não houve resposta até o momento de finalização desta reportagem.
Nenhum comentário ainda. Seja o primeiro a comentar!