
Terremoto na Rússia acende alerta em todo o Pacífico
- por André Laurentino Rodrigues
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Na noite de terça-feira (29) no horário de Brasília, um terremoto com magnitude de 8,8 na Escala Richter abalou o extremo leste da Rússia. Em decorrência do forte abalo sísmico, um vulcão entrou em erupção na península russa de Kamchatka. O terremoto ocorreu no mar, há cerca de 100 quilômetros da costa, e é considerado o mais forte do século desde 2011, quando um tsunami invadiu a Usina Nuclear de Fukushima.
Forte abalo sísmico
A Escala Richter é uma ferramenta que tem como função medir a magnitude dos terremotos. Ela pode chegar até o número 10, magnitude que nunca foi registrada desde sua invenção, em 1935. Contudo, quanto mais próximo de 10, maior são os danos causados.
O valor aferido de 8,8 é considerado excepcional e causou vários estragos na costa leste russa, que é pouco habitada. Em decorrência do sismo, o maior vulcão da Eurásia - o Klyuchevskoy - entrou em erupção.De acordo com o Serviço Geofísico da Academia de Ciências da Rússia, o último terremoto de grande magnitude registrado no território foi em 1952.
Além disso,um tsunami foi registrado na mesma região russa, e alertas foram dados ao Japão, Havaí e à costa oeste dos Estados Unidos, que registraram aumento das ondas. Todos a região continua sob alerta nesta quarta-feira (30).
O Círculo de Fogo do Pacífico
O Círculo de Fogo do Pacífico está localizado no oceano Pacífico, que banha os países afetados pelo recente terremoto e suas consequências. Essa região possui intensa atividade sísmica, sendo a maior área de instabilidade tectônica do planeta. São mais de 40 mil quilômetros de extensão em formato de arco: do Chile, na América do Sul, passa pelo Estreito de Bering - divisão continental entre o Alasca e o leste da Rússia -, pela Ásia e chega até a Oceania.
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